Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil projeta lucro inédito para a história do torneio
- 08/07/2026
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, caminha para se tornar a primeira edição da história a registrar lucro financeiro sem depender de contratos vinculados ao torneio masculino. A projeção foi apresentada pela chefe de futebol da Fifa, Jill Ellis, a cerca de 350 dias do início da competição.
A Fifa prevê um aporte estrutural de US$ 800 milhões para a realização do Mundial em solo brasileiro. Segundo a entidade, a arrecadação total deverá superar esse investimento, cobrindo integralmente os custos logísticos e operacionais do torneio. A expectativa é impulsionada pelo fortalecimento do mercado do futebol feminino.
Entre os fatores apontados para a expectativa de lucratividade estão o crescimento do interesse do público, um plano robusto de mídia e acordos comerciais estratégicos. Um dos destaques é o contrato firmado com a Netflix para a comercialização dos direitos de transmissão da competição nos Estados Unidos. A política de ingressos acessíveis também integra o planejamento da Fifa.
Brasil registra crescimento do interesse do público
O aumento da presença dos torcedores ficou evidente nos amistosos da Seleção Brasileira Feminina contra os Estados Unidos, realizados em junho. O primeiro confronto, na Neo Química Arena, reuniu 31.336 espectadores. Já a partida na Arena Castelão registrou 55.744 torcedores, estabelecendo o maior público da história para um amistoso da Seleção Feminina em território nacional.
O engajamento também se refletiu nas plataformas digitais. De acordo com o Google Trends, as buscas pelo termo “Copa do Mundo Feminina 2027” cresceram 350% nos últimos 30 dias no Brasil. No domingo (5 de julho de 2026), após a eliminação da Seleção Brasileira pela Noruega nas oitavas de final da Copa de 2026, a plataforma registrou um “aumento repentino”, classificação utilizada quando a alta nas pesquisas é igual ou superior a 5.000%. Em relação ao dia anterior, o crescimento foi de 70%.
Para Ruskaya Zanini, Chief Operating Officer (COO) da FSports, o torneio representa uma oportunidade para impulsionar o mercado da modalidade. “A realização da Copa do Mundo de 2027 representa uma oportunidade sem precedentes para impulsionar negócios, investimentos e exposição do futebol feminino na América Latina.”
A Copa do Mundo Feminina será realizada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com partidas distribuídas por oito cidades-sedes brasileiras. Para Rene Salviano, especialista em marketing esportivo e CEO da Heatmap, o momento representa um marco para a modalidade. “A Copa do Mundo Feminina é um evento com potencial disruptivo para consolidar definitivamente a modalidade no cenário nacional. Os recordes sucessivos de público nos amistosos recentes não são apenas números isolados”, destacou.




